Pos-Vaticano
Depois que saimos da Piazza San Pietro, desenhamos um itinerario olhando o mapa que em principio poderiamos fazer a peh. De comeco, seguindo as muralhas da Cidade do Vaticano ateh o Tibre (em Roma Tevere), nos deparamos com o Castel Sant'Angelo, antiga tumba do imperador Adriano (saqueada pelos Visigodos) que depois foi convertida em fortaleza e residencia papal. Um pouco por pao-durismo e outro tanto por achar que as atracoes nao compensavam, acabamos nao entrando. Em Roma a comida eh barata comparao a outros lugares da Europa, mas o transporte turistico (de e para o aeroporto) e a entrada nos lugares de interesse eh bem carinha. Fora que como somos velhos (leia-se acima de 26 anos) nao podemos pagar entradas de estudante em nenhum lugar, mesmo com as carteirinhas.


De lah seguimos o Tibre. Nossa intencao era chegar ateh Trastavere, bairro que abriga a primeira igreja crista de Roma, mas tivemos que abandonar os planos porque a sandalia da Daisy estava fazendo bolhas nos pezinhos dela. Assim, acabamos encurtando o passeio pelo rio e logo o atravessamos para o lado oposto ao da cidade do Vaticano na direcao da Piazza Navona.
Gostei muito da Piazza Navona. Aqui pela primeira vez (em Roma, obvio) me deparei com os artistas de rua se fazendo de estatuas. Descobriria mais tarde que existe um time de estatuas da liberdade e de sarcofagos egipcios espalhados por toda Roma. Deve ser um braco da mafia, sei lah. Em compensacao tinha um "estatuo" mais original, o cara tava se fazendo de executivo andando contra o vento, entao ele tinha uma gravata e um paleto "duros" como se esstivessem sendo empurrados pelo vento. Pelo menos era diferente. Bom, mas eh claro que nao gostei da Piazza navona por causa das pessoas-estatuas. Eh que lah eh um lugar otimo pro cara nao fazer nada (ou tomar um sorvete e depois nao fazer nada), soh ficar lah, olhando as pinturas, sentado nas fontes ou nos bancos... um ponto ideal de descanso, em suma.






De lah fomos ateh o Pantheon. Indescritivel entrar num edificio que tem mais de 2000 anos (terminado em 25 a.C.). Um domo nao alto, mas de um diametro impressionante, aberto no seu cume, a agua da chuva eh drenada por algumas duzias de buraquinhos no chao. Muito engenhoso. De templo pros Deuses romanos, o Pantheon se tranformou numa igreja crista jah ha muuuito tempo (sec VII), e tambem abriga a tumba de Rafaello Sanzio, uma das tartarugas-ninjas. A praca em frente tambem eh bem charmosinha, e se fosse soh por vontade teriamos comido outro sorvete lah mesmo. Por sinal, em Roma basicamente sobrevivemos a croissant (que aqui eh cornetto), pizza e sorvete.




Ah sim, saindo do Pantheon consegui tirar uma foto que expressa aquilo que eu falei antes da quantidade de lambretas e motos que por aqui ha. Hoje mesmo andando aqui em Berna estava olhando um desses estacionamentos de bicicletas e mais uma vez me espantei com o contraste que Roma representa, nao soh entre os veiculos em si, mas nas outras metaforas que tal contraste sugere.

Saindo do Pantheon, resoolvemos pegar um onibus para voltar pra Termini. Como nao vimos maquina de bilhete na parada, imaginamos que seria soh comprar com o motorista, como funciona na Belgica. Entramos no onibus e tentei dizer (em ingles) pro motorista como deveriamos fazer para comprar a passagem. Ele me olhou e balancou a mao como dizendo "aqui nao tem passagem", mas logo em seguida arrancou. Depois disso, um cara, provavelmente um imigrante africano, que estava perto do motorista me perguntou em ingles se tinha algum problama, daih disse a ele que queriamos comprar a passagem. Daih ele arregalou os olhos e me disse "aqui eles nao vendem, mas no final de semana nao dah nada". Eu e a Daisy nos entreolhamos... deveriamos confiar no "jeitinho italiano"? Por via das duvidas, descemos na parada seguinte, pra nossa sorte na linda Piazza Venezzia. Aproveitamos pra caminhar um pouco pela area, que fica bem proxima do antigo Foro Romano. Vimos o Palazzio Venezzia, uma ex-embaixada do reino de Veneza em Roma, ex-residencia papal (quantas vezes jah escrevi isso aqui?), e lugar simbolico durante o Fascismo, jah que num de seus ganinetes o Duce elaborava seus discursos.


Alguns metros adiantes senti uma emocao. Cara, nao acreditei. A Coluna de Trajano! Tah, obvio que vai ter engracadinho rindo que eu senti uma emocao quando vi a "Coluna do Trajano"... Bom, eh que alem do fato que eh um pedaco da historia, que conta em seus relevos as batalhas cuja sua contrucao visa glorificar, tive que fazer um trabalho no colegio sobre um monumento romano e fiz sobre a coluna de Trajano, daih essa ligacao afetiva. Lah perto tambem vimos as ruinas dos mercados de Trajano, do Forum do Julio Cesar e tivemos a primeira vista, timida e longinqua, do Coliseu.



Depois disso fomos a peh ateh o albergue, parando antes num restaurante para comprar a nossa janta. Pizza.


De lah seguimos o Tibre. Nossa intencao era chegar ateh Trastavere, bairro que abriga a primeira igreja crista de Roma, mas tivemos que abandonar os planos porque a sandalia da Daisy estava fazendo bolhas nos pezinhos dela. Assim, acabamos encurtando o passeio pelo rio e logo o atravessamos para o lado oposto ao da cidade do Vaticano na direcao da Piazza Navona.
Gostei muito da Piazza Navona. Aqui pela primeira vez (em Roma, obvio) me deparei com os artistas de rua se fazendo de estatuas. Descobriria mais tarde que existe um time de estatuas da liberdade e de sarcofagos egipcios espalhados por toda Roma. Deve ser um braco da mafia, sei lah. Em compensacao tinha um "estatuo" mais original, o cara tava se fazendo de executivo andando contra o vento, entao ele tinha uma gravata e um paleto "duros" como se esstivessem sendo empurrados pelo vento. Pelo menos era diferente. Bom, mas eh claro que nao gostei da Piazza navona por causa das pessoas-estatuas. Eh que lah eh um lugar otimo pro cara nao fazer nada (ou tomar um sorvete e depois nao fazer nada), soh ficar lah, olhando as pinturas, sentado nas fontes ou nos bancos... um ponto ideal de descanso, em suma.






De lah fomos ateh o Pantheon. Indescritivel entrar num edificio que tem mais de 2000 anos (terminado em 25 a.C.). Um domo nao alto, mas de um diametro impressionante, aberto no seu cume, a agua da chuva eh drenada por algumas duzias de buraquinhos no chao. Muito engenhoso. De templo pros Deuses romanos, o Pantheon se tranformou numa igreja crista jah ha muuuito tempo (sec VII), e tambem abriga a tumba de Rafaello Sanzio, uma das tartarugas-ninjas. A praca em frente tambem eh bem charmosinha, e se fosse soh por vontade teriamos comido outro sorvete lah mesmo. Por sinal, em Roma basicamente sobrevivemos a croissant (que aqui eh cornetto), pizza e sorvete.




Ah sim, saindo do Pantheon consegui tirar uma foto que expressa aquilo que eu falei antes da quantidade de lambretas e motos que por aqui ha. Hoje mesmo andando aqui em Berna estava olhando um desses estacionamentos de bicicletas e mais uma vez me espantei com o contraste que Roma representa, nao soh entre os veiculos em si, mas nas outras metaforas que tal contraste sugere.

Saindo do Pantheon, resoolvemos pegar um onibus para voltar pra Termini. Como nao vimos maquina de bilhete na parada, imaginamos que seria soh comprar com o motorista, como funciona na Belgica. Entramos no onibus e tentei dizer (em ingles) pro motorista como deveriamos fazer para comprar a passagem. Ele me olhou e balancou a mao como dizendo "aqui nao tem passagem", mas logo em seguida arrancou. Depois disso, um cara, provavelmente um imigrante africano, que estava perto do motorista me perguntou em ingles se tinha algum problama, daih disse a ele que queriamos comprar a passagem. Daih ele arregalou os olhos e me disse "aqui eles nao vendem, mas no final de semana nao dah nada". Eu e a Daisy nos entreolhamos... deveriamos confiar no "jeitinho italiano"? Por via das duvidas, descemos na parada seguinte, pra nossa sorte na linda Piazza Venezzia. Aproveitamos pra caminhar um pouco pela area, que fica bem proxima do antigo Foro Romano. Vimos o Palazzio Venezzia, uma ex-embaixada do reino de Veneza em Roma, ex-residencia papal (quantas vezes jah escrevi isso aqui?), e lugar simbolico durante o Fascismo, jah que num de seus ganinetes o Duce elaborava seus discursos.


Alguns metros adiantes senti uma emocao. Cara, nao acreditei. A Coluna de Trajano! Tah, obvio que vai ter engracadinho rindo que eu senti uma emocao quando vi a "Coluna do Trajano"... Bom, eh que alem do fato que eh um pedaco da historia, que conta em seus relevos as batalhas cuja sua contrucao visa glorificar, tive que fazer um trabalho no colegio sobre um monumento romano e fiz sobre a coluna de Trajano, daih essa ligacao afetiva. Lah perto tambem vimos as ruinas dos mercados de Trajano, do Forum do Julio Cesar e tivemos a primeira vista, timida e longinqua, do Coliseu.



Depois disso fomos a peh ateh o albergue, parando antes num restaurante para comprar a nossa janta. Pizza.
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