Tuesday, May 02, 2006

O Museu d'Orsay

Depois do desastrado dia do Louvre, resolvemos ir ao museu d'Orsay, afinal, ir a paris e nem tentar sentir um pouquinho do que foi a arte do final do sec XIX eh brincadeira. Nao sei porque, minha fantasiosa cabecinha achou que a fila do museu d'Orsay seria nada se comparada a do Louvre. Ficamos tb muito satisfeitos em saber que estava tendo uma mostra especial de Cezanne e Pissarro. Saimos do Metro e ainda passamos na frente da Assembleia Nacional. Pra mim, o fato da principal estatua na assembleia ser Palas Atena diz muito sobre Paris.




O Museu d'Orsay fica numa antiga estacao de trem, que foi reformada pra abrigar o Museu. O predio eh magnifico. A fila idem. Apos a fantasia da fila menor ter se esvaido, bastaram 5 minutos na fila pra que a minha fantasia seguinte, de que ela fosse tao rapida quanto a do Louvre, fosse tambem por agua abaixo. Foi entao que criei a 3a fantasia: "Bom, depois dessa, nenhuma fila pode ser pior", que como voces verao, tambem nao sobreviveu por mais de um dia.

A gente soh ouvia da fila a "voz do poste" dizer em frances,. ingles, espanhol e italiano (Ah, pq o monoglota Louvre nao aprende?) que os ingressos para a exposicao do Cezanne e do Pissaro comprados naquela hora soh seriam validos para as 13:00 (eram 10:30). depois de alguns minutos, 13:00 virou 13:15, e depois 13:30 e quando finalmente entramos no museu (nem sabia mais que horas eram, os ingressos soh valeriam para as 15 e lah va pedrinha. Claro que compramos ingresso soh pro acervo permanente do museu, o que foi otimo, pq tb tinha um monte de Cezanne e Pissarro.



Talvez pela nao tao grande expectativa, pra mim o Museu d'Orsay foi uma das melhores coisas que fizemos em Paris. Indescritivel. A melhor aula de historia da Arte que jah tive. Manet, Corbet (nao tiramos fotos da "origem do mundo", mas quem nao conhece poe no google images pq eh maravilhoso - serio, nao estao brincando), Monet, Degas, Toulose-Lautrec, Cezanne, Pissarro, Gauguin, entre outros e... Van-Gogh (sem falar em algumas esculturas do Rodin, como a Porta do Inferno da obra do Dante (soh ficou faltando o Munch que a gente nao conseguiu achar nunca).

No colegio eu tinha aprendido que o Van Gogh tinha um traco peculiar, pesado, sentimental. Por mais que seja razoavel imaginar que uma coisa eh saber vendo uma representacao em livro e outra eh saber vendo o quadro ao vivo, e por mais que seja o obvio ululante dos lugares-comuns, ver isso tudo ao vivo nao tem comparacao. Sem falar no clima do museu, totalmente diferente do Louvre, embora tao lotado quanto. A iluminacao, bem mais camarada que a do Louvre, e o povo, bem mais civilizado, permitiram algumas fotos, soh pra dar um gostinho. Na saida fui obrigado a comprar um livro sobre o acervo do museu. Alias o preco dos livros aqui na europa seria um post a parte. soh pra dar uma ideia, os livros de "autor" da Taschen aqui em Berna custam 12 francos...

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