Veneza - a cidade

Pra piorar um pouco as coisas, o trem que Daisy pegou do Aeroporto em Treviso ateh Veneza atrasou e entao soh chegamos na cidade a noite, mas a verdade eh que nao nos perdemos e achamos o hotel com relativa facilidade.
No geral, Veneza tem um clima bastante simpatico. Eu, que jah estava achando que nao gostaria muito de Veneza, tudo culpa de Roma, me enganei redondamente. Eh um cliche, mas Veneza eh uma cidade unica, e talvez isso acabe compensando a ausencia de verde que a cidade possui. Aqui, porem, as pessoas tentam povoar as janelas com alguma vida, e o contraste das flores com a pintura desbotada dos predios eh melancolicamente belo, combinando perfeitamente com o remar dos gondoleiros. Ah sim, a proposito, nao andamos de gondola, jah que os precos eram pra lah de salgados.
Tambem eh impressionante o numero de igrejas que ha em Veneza. Eh quase como se tropecassemos nelas a medida em que se anda pela cidade. Varias tem quadros de grandes mestres, algumas sao bastante simples, e tem ateh uma que abriga supostamente o corpo de Santa Lucia (3a foto depois da foto do gato), onde oode-se ver os pezinhos mumificados do corpo, embora o rosto esteja coberto por uma mascara.






Nosso albergue era proximo da ponte de Rialto, na beira do Grande Canal, e na verdade, o que conhecemos de Veneza ficou bastante restrito entre o a ponte de Rialto, o Grande Canal e a baia que separa Veneza do Lido. O grande canal eh o que eh de mais "estressante" na cidade, quando toma-se o "vaporetto", o barco que faz as vezes de onibus, que com seu cheiro de diesel e tec-tec-tec caracteristico avanca muito mais lentamente do que o seu ruido faz supor. A margem do Grande Canal estao os principais Palazzi de Veneza, construidos pelas familias mais abastadas que tinham seus escritorios de comercio no andar de baixo, diretamente ligados ao Canal.
O Grande Canal termina numa ponta dominada pela Igreja de Santa Maria della Salute, construida para comemorar o fim de um surto de colera que dizimou 1/3 da populacao de Veneza nos idos do seculo XVII. No caminho que liga a ponte de Rialto a Piazza San Marco, concentram-se as lojas de grife. Gucci, Prada, e coisas assim pouco interessantes. Interessante mesmo eh a loja da Ferrari, hehe.
Um dos nossos lugares favoritos pra caminhar no final do dia era o "calcadao" que fica de frente para a baia que separa Veneza do Lido e de algumas outras ilhas. Lugar muito interessante, com banquinhos pra sentar e tomar o vinho a granel que achamos em uma enoteca (acho que era uma que a Nicole nos falou que existia, mas que nao anotamos o nome). Pra um vinho de 1,50 euros a garrafa PET (isso mesmo) de 1,5l, estava excelente. Serio mesmo, claro que nao era nada de espetacular, mas pra um vinhozinho de final de tarde, pra ser tomado sentadinho no banco de concreto e bebendo no bico da garrafa PET (que chinelagem...), estava mais do que bom!












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