Friday, October 20, 2006

Barcelona (ou a Anti-Madrid)

Fiquei com a conviccao de que eh impossivel entender Barcelona sem pensar em Madrid. Sim, porque por quase infinitos motivos, sao cidades que se pretendem opostas, o que acabou empurrando barcelona a uma especie de "negacao Madrilenha", que de uma certa forma, permeia as principais caracteristicas da cidade. Madrid eh Tradicao, Classissismo, Velasquez, Goya, El Greco, Familia Real, esse tipo de coisa; Barcelona se traduz numa incessante busca pelo Moderno, pela Vanguarda, pleo Novo. Em certa (e em boa medida) isso se traduz em Miro, Dali, Picasso, Gaudi; numa cidade frenetica que parece reciclar-se com a mesma velocidae com que se canibaliza. Claro que se encontra vanguarda em Madrid, e eh claro que se encontra o Clasisco em Barcelona, mas de uma certa forma, eh como se as cidades de fato se pretendessem opostas, o que nao impede que ninguem goste de ambas, como foi o meu caso.

Jah na chegada, tive uma surpresa bem desagradavel. Eu vinha de Genebra, e a Espanha eh um dos poucos paises daqui onde estrangeiros tem que preencher um formulario pra entregar na Policia Federal. Me esqueci de pedir o maldito formulario no aviao, entao tive que catar um cantinho pra preencher alguns metros antes das cabines de controle. nada disso teria sido um problema nao fosse o seguinte: Todos que estavam no meu voo (de Genebra, nao custa relembrar) tinham passaportes europeus ou suicos, ou jah tinham preenchido a porcaria do formulario. Nos 5 minutos que eu demorei pra char todas as informacoes pra escrever no formulario, todos meus companheiros de voo passaram E... e chegou um voo de Bogota, evidentemente cheio de colombianos. Nisso houve uma breve movimentacao dos policiais, que assumiram todos os guiches de controle (coisa que nunca tinha visto acontecer), o que tornou cada fila curta e me deu a falsa impressao de que logo eu sairia dali. Vamos resumir assim: tinha 4 pessoas na minha frente, e eu demorei mais de 1 hora na fila. Cada passaporte era olhado milhares de vezes, com lupa, com luz UV, de novo na lupa, perguntas, perguntas sem fim, as pessoas mostrando uma infinidade de papeis avulsos com as informacoes que os policiais queriam. Diria sem exagero que em uns 20% das pessoas que eu vi, os policiais pediram para "pasar no escritorio". Comigo, o tom baixou um pouco quando o policial viu que eu vinha de Genebra, e quando mostrei a carteira de "suico-vivente". Ele entao olhou meu passaporte de lupa apenas uma vez, nem passou pela luz UV, pediu pra ver a reserva do albergue, e disse - Pase.

Por outro lado, foi uma agradavel surpresa descobrir que eles nao se importam em falar espanhol. Nao sei de onde eu tiha tirado a ideia de que se nao fosse pra falar catalao eles preferiam falar qualquer outra coisa menos espanhol. Achamos nosso Albergue sem ver muita coisa da cidade, a nao ser que as avenidas eram estranhamente largas pra uma cidade europeia. No dia seguinte, seguimos pela Gran Via, uma das principais arterias da cidade, e fomos a parte antiga da cidade. A Gran Via jah dah uma ideia do espirito de Barcelona. Em que outra cidade poderiamos encontrar uma estatua em bronze de uma Girafa em poses sensuais?



Entramos no Bairro Gotico por uma praca que desemboca na principal rua do lugar. Logo alguns metros adiante encontramos um mercado, Saint Josep. Um lugar onde se vende de tudo, repleto de cheiros, cores, frutos do mar fresquissimos, ainda mexendo as patinhas. Serio, chega a dar fome.




1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

O colorido da comida chama a atenção... Deu até uma certa vontade, mas coisas estranhas eu não comeria mesmo...

9:09 AM  

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