Friday, May 19, 2006

Os dialetos da linguagem universal

Desde antes de vir pra cah jah fazia parte dos meus planos assistir a uma partida de futebol aqui, mesmo sabendo que o futebol suico nao eh lah esses mundos, e apesar do meu escasso conhecimento sobre o futebol helvecio; Basel e Grasshopper eram os unicos times que me vinham a cabeca.

Berna eh a cidade dos "Young Boys", um time auri-negro fundado em 1898. Acompanhando nos jornais, descobri que o YB estava em terceiro na liga, que tem 10 times na 1a divisao. Ha algumas semanas atras eh que me dei conta que a 33 rodada acabara de se completar. Conta basica, se sao 10 times, sao 9 jogos por turno, e como todos os campeonatos na Europa estao terminando, tudo me levava a crer que o campeonato suico tinha 4 turnos, totalizando 36 rodadas. Como eu cumpro a penosissima tarefa de viajar em media a cada dois finais de semana, nao podia me amarrar muito senao o campeonato terminaria! Na 34a rodada o YB jogava fora, contra o Yverdon, e na penultima rodada, numa quarta-feira as 20:45, vi que o YB jogava em casa contra o Basel.

Foi muita sorte. Na 35a rodada, a situacao do campeonato estava assim: Basel em primeiro, 3 pontos a frente do FC Zurich. O YB, terceiro, estava 1 ponto a frente do Grasshopper, e tanto Grasshopper quanto Zurich jah tinahm participado da 35a rodada. Como aqui na suica o 3o colocado na liga garante vaga na copa da UEFA, isso significava que eu poderia ver o jogo entre 2 dos 3 melhores times da Suica sendo que o YB precisava ganhar pra garantir a vaga na copa da UEFA e o Basel precisava de um empate pra ser campeao. Jogo valendo mesmo.

Como existem coisas que soh a Suica faz por voce, na quarta de manha, decidido a assistir o jogo, olhei na internet qual o onibus que ia ateh o estadio e os horarios, e com o unico temor de nao conseguir mais ingressos, fui para o estadio +- 30 minutos antes do jogo. Onibus lotado de torcedores suissamente bem comportados, todos bebendo muuuito. Eh incrivel como aqui a galera bebe no estadio e a caminho, acho que muito mais do que no Brasil. Bom, cheguei ao estadio, e claro, num jogo decisivo e num pais pequeno, um monte de torcedores do Basel tambem estavam lah, mas sem grandes provocacoes. Comprei por 30 francos um ingresso no lugar mais barato do estadio com a torcida do YB (obvio), o que significava um canto no anel superior. Apos a revista, que o cara soh pediu para eu abrir a mochila e jogou fora a minha companheira garrafinha de gatorate cheia d'agua, entrei no estadio e fui procurar o meu lugar. O estadio, nao muito cheio, acabou enchendo rapido e teve uma lotacao boa com excecao do lado "nobre". No total, 25000 pessoas. Nada mal.




O que se viu em campo foi meio estranho. Comeca que eles tem a mania de jogar em linha, tipo FIFA soccer, o que eh de fato esdruxulo. Ninguem faz a sobra na zaga, e o meio-campo fica um vazio soh. Nao eh a toa que a bola mal para no meio, passando rapidamente (mesmo com bolas rateiras) da defesa para o ataque. Putz, ateh na Casa de Portugal eh sabido e notorio que o time que domina o meio-campo tende a ganhar o jogo! Contra times que jogam assim, eh soh achar um jeito de passar em velocidade pelas linhas e deu. Viram o a final da Copa dos Campeoes quarta? Pensei seriamente em largar o doutorado e virar tecnico de futebol aqui.


Pelo menos o lado bom do linharedo eh que o jogo fica super rapido e movimentado, independentemente da tosquice dos atletas. Somado a isso, uma arbitragem que soh marca falta quando parece que alguem morreu tb ajuda. Nao eh aquele para-recomeca com dezenas faltinhas cavadas que a gente ve no futebol sul-americano. Antes que eu esqueca, outra bizarrice eh uma propaganda que entra a todo volume nos teloes na metade do 1o e 2o tempos. Bah, uma coisa totalmente canhestra. Um som nada a ver que vem de repente em volume ensurdecedor, mas pelo menos como eh rapidinho o cara esquece logo.



Voltando ao jogo, o YB deu um show. 4x2 e a vaga na copa da UEFA garantida. O prinipal heroi da campanha, um suico de nome nao muito suico, Hakan Yakin, foi ovacionado apos o jogo, mas alguns dias depois nao foi chamado pra selecao, para tristeza dos Bernenses. Parece que ele eh meio estrelinha e andou tendo uns problemas disciplinares no ano passado quando tava fora do pais. Outra coisa legal eh que as musiquinhas sao bem faceis, e tirando as de letra muito elaboradas ateh consegui cantar um pouquinho junto (o o o, e e e, e "Hopp Young Boys!" jah fazem parte do meu vocabulario!!). No final, a volta foi relativamente tranquila, sob a atenta supervisao de algumas dezenas de policiais que pareciam prontos para a guerra. Alguns torcedores do Basel ateh estavam no mesmo onibus que peguei para o centro.

Ah sim, na ultima rodada, em casa, o Basel coneseguiu perder para o Zurich por 2x1 e acabou perdendo o titulo para o proprio Zurich. A torcida invadiu, deu pancadaria com a policia e tudo mais. Como tambem jah tinha dado rolo na repescagem das eliminatorias da copa nos jogos contra a Turquia, e como a proxima eurocopa vai ser aqui, os "pensadores" do futebol estao realmente preocupados. Parece que vao tentar restringir a venda de bebida alcoolica e fazer algum controle biometrico obrigatorio na entrada, pra identificar os "proibidos" de entrar no estadio. Acho que eh mais ou menos como a Inglaterra fez pra fastar os Holligans, mas nao tenho certeza.

Agora eh esperar pela Copa.

Thursday, May 18, 2006

De novo Berna

Eh mais ou menos obvio que em Berna o tempo nao poderia estar tao bom como nas cidades mais proximas do Leman. Mas tambem sejamos sinceros, nao estava assim o oh. Uma coisa meio nublada, mas clara e com algum ventinho. Basicamente o que na Europa enquadra-se como "nice weather".

De manha cedo, passei no lab pra gravar as fotos que estavam na maquina da Daisy, onde descobri que o 1o de maio nao eh um feriado universal... Ok, uma matadinha basica, nao chegou a ser grave (eu acho).

Fomos caminhar na cidade velha, vimos as fontes, as ruas velhas com seus predios em arco, cruzamos o Aare, com a sua estranhissima cor turquesa, e fomos ateh o Rosengarten, um lugarzinho bem legal do outro lado do Rio que tem uma bela vista da parte velha da cidade. Fizemos um piquenique basico, com os sanduiches que haviamos comprado na estacao de trem quando passamos por lah. Ah sim, me disseram aqui que a cor do rio eh essa mesma. Alguma coisa na argila que estah dissolvida na agua.



Na frente da catedral, consegui uma luz decente pra tirar uma foto do sensacional frontao da porta principal. Basicamente, uma representacao do juizo final. No alto, Cristo em majestade, enquanto no peh do frontao Sao Miguel aparece dando uma sumanta no coisa-ruim. A esquerda, as pessoas de bem e os nobres, com suas vergonhas devidamente escondidas, ascendem ao firmamento, enquanto na direita, os pecadores em geral, libertinos e, claro, as pobres ninfetas semi-nuas sao tragados para os portoes do reino de Sata. Cara, esse frontao eh muito bom. Ainda falta uma foto dos vitrais da capela e do orgao de tubos. Na minha primeira visita a igreja as fotos ficaram horriveis e nessa segunda a igreja estava fechada para visitacoes.



Quando a Daisy veio pra cah ela me perguntou se em Berna tinha ursos, que alguem do lab dela comentou. Eu disse que nao, que tinha um lugar que eles chamavam de "bear pit" mas que eu nao tinha visto urso nenhum. Bom, menti. Acho que quando eu fui, final de inverno, eles ainda estavam hibernando. Achei o lugar meio pequeno, mas os ursos pareciam estar bem a vontade, ativos e pedindo guloseimas pras pessoas. Ah sim, jah que estamos falando de ursos, tem um cara aqui no lab, o Speedy, que tem o entediante hobby de fotografar ursos na natureza, sendo que depois que ele montou um site ele consegue patrocinio pras passagens e equipamento fotografico. Em breve ele fara uma viagem pro Alasca tirar mais umas fotos. Ruim, neh? O site dele eh muito legal, vale a pena dar uma olhada. Nao sei se aqui o link vai ser direto, se soh ficar o texto, copiem e colem no navegador. www.kodiak.ch



Gruyere

A Marie foi quem nos deu a barbada. Nao poderiamos sair de Gruyere sem comer os "meringes au creme doble". Merengues com creme de leite? Hum, ok, parace interessante, mas nao exatamente uma maravilha, n'est pas?

Eu nao sei o que as vacas de lah comem, serio. Talvez apenas ruminar ao som dos passarinhos sob a sombra das montanhas e mirando bucolicos pastos verdejantes sejam razoes suficientes para deixar o leite mais gostoso. A manteiga lah tem outro gosto, o creme de leite lah tem outro gosto, o queijo, bom, o queijo eh um Gruyere, e os tais meringues au creme double... ai, ai. Merengues perfeitos, durinhos por fora e molinhos por dentro. Nao bastassem os merengues em si, o creme de leite eh unico. Eh estranho, mas ele eh, deixa eu ver, refrescante. Sim, sim, eh estranho. Como eh que aquela gordurama vai ser refrescante?, mas eh isso mesmo. Ainda no ramo das delicias, compramos um pedaco de Gruyere envelhecido tb, pra comer em Berna.

Gruyere, que tambem estava cheia de tuistas, fica no alto de uma colina, guarnecida em um dos flancos por alpes bem altos. A cidade medieval eh bem pequena, toda fortificada, e o castelo a domina completamente, outro "point" eh um bar muito louco do cara que "desenhou" o Alien. Basicamente, parece uq eo cara tah comendo dentro de um torax gigantesco de Alien. Estranho, interessante, mas eles nao serviam meringues au creme double, entao acabamos nao entrando lah.



Soh depois que chegamos em Berna eh que nos demos conta que algo fundamental de Gruyere ficou faltando nas nossas fotos... nao tiramos NENHUMA foto de vaca, voces acreditam? Logo a Daisy, que tao bem captura toda a beleza placida e dramatica de um olhar bovino... A verdade eh que soh vimos as famosas vacas de Gruyere de dentro do trem, depois elas nao apareceram mais pra nos. Talvez elas se sintam superstars, talvez elas fiquem em um spa, pra nao se estrassarem com os turistas. Seria esse o segredo de Gruyere?

Yvoire

Cruzamos o lago em 20 minutos, saindo de Nyon. O barco, lotado, jah sugeria que Yvoire tambem estaria lotada, mas quem viaja soh no final de semana nao pode se dar ao luxo de reclamar disso. Felizmente, a cidade estava cheia mas ainda muito, muito longe do inferno que foi o Montmartre. Agradavel, caminhavel, fotografavel. A Marie e a Enoah nao foram conosco porque a pequeninha estava com a garganta um pouco irritada e como estava ventando muito no lago eles preferiram que ela nao fosse.

A cidadezinha eh realmente bem engracadinha. Um jeito acanhado, toda de pedra escura, com um monte de flores saindo pelas janelas e plantas subindo pelas paredes. Acho que eh o tipico lugar no qual a primavera e um dia de sol fazem toda a diferenca.







Nyon

Chegamos a Nyon de tardezinha. O Nicolas estava nos esperando na estacao de trem e fomos direto para casa dele, onde conhecemos a Marie, sua esposa, e a Enoah, a filhinha deles, que nao tem nem um ano e jah anda por tudo. Uns amores, todos. Ele me comentou que os imoveis sao extremamente caros na Suica, entao eles tem que morar num "apartamento" alugado. As aspas sao porque na verdade nao eh um apartamento no sentido brasileiro da palavra, mas eh na verdade um andar de um casarao antigo. O detalhe eh que da casa deles eles tem vista para o lago e para um castelo que fica nas redondezas. Chato, neh?

Jantamos uma raclette maravilhosa. Pra voces terem uma ideia, tinha uma especie de copa, sem nada de gordura que a Daisy nao soh comeu como gostou. Alem de batatinhas e temperos pro queijo. Alias, com que queijo se faz raclette no Brasil??? O Nicolas chegou a filosofar um pouco sobre que propriedades um queijo deve ter pra fazer frente numa raclette, mas como ele nao conhece os queijos brasileiros, ficamos soh na teoria, mesmo, afinal, pra eles aqui eh soh comprar "queijo-de-raclette".

De manha, saimos pra ir ateh as colunas romanas, e descemos para o lago, onde tinha uma feirinha tipo "brique" que estava bem movimentada. Parace que o negocio eh soh uma vez por mes e daih realmente ajuda a movimentar a cidade, alem do que eh uma cidade turistica nos finais de semana. Bem pertinho das ruinas o Nicolas nos mostrou uma casa que pertence ao Prost, e nos disse que o Schumacher tem uma casa na beira do lago, um pouco mais a leste de Nyon.










De Novo a Suica

Depois de Paris, combinamos que a Daisy viria para a Suica conhecer um pouquinho do pais do toblerone. Resolvemos fazer a viagem comecando em Genebra, que afinal eh uma cidade que vale a pena se conhecer (alem do que a passagem pra Daisy eh muito mais barata pra Genebra do que para Zurich...), e terminando em Berna, porque enfim, eu tambem queria que a Daisy conhecesse a "minha" cidade. Porem, todo o miolo da viagem nao estava definido.

Conversando com o pessoal aqui do lab, o Nicolas me sugeriu que nos passassemos a 1a noite na casa dele em Nyon, uma cidadezinha perto de Genebra, tambem as margens do Leman. Claro que topamos. Li que Nyon tem uma ruinas romanas, e o Nicolas me falou que um passeio bem legal seria para Yvoire, na Franca, na margem oposta do Lago. Isso tudo no domingo de manha. No domingo a tarde, estavamos pensando em ir em alguma das varias cidadezinha medievais da Suica, mas qual? Romont, que eh no caminho do trem que liga Berna a Genebra parecia bem bonitinha, mas ninguem no lab conhecia. Acabamos decidindo que valia a pena dar um pulinho em Gruyere, que embora seja bem "turistica", pelo menos parecia nao ter risco de ser uma roubada. Daih, sairiamos de lah no domingo de tarde pra dormir em berna e passar a segunda-feira, primeiro de maio, aqui.

Comecando do comeco, consegui chegar em Genebra a tempo de pegar a Daisy no aeroporto (8:30), o que significa que eu consegui sair de casa as 5:30, pois o onibus, sempre pontual, passava na minha parada as 5:37, o que me possibilitaria pegar o trem das 6:04 pra Genebra sem transtornos. Em Berna, pra variar, o tempo estava uma bosta. Em Genebra, surpreendentemente, o tempo estava uma titica. Um pouco de sol, mas muito vento, tanto que mal ligaram o jatao de agua aquele durante o dia.

Pela manha, resolvemos ir ao jardim botanico, que eu ainda nao conhecia, aproveitar o comeco da primavera. Alem disso, o jardim botanico eh praticamente vizinho ao predio da ONU, que eu queria muito conhecer e que se mostrou broxante. Em compensasao, o jardim botanico estava um charme, cheio de tuipas, cores aboslutamente francas. A primavera aqui eh bem impressionista, nao adianta.

Depois disso, fomos caminhar um pouco na cidade antiga. Almocamos num cafe de calcada com um monte de passarinhos fazendo a corte para as passarinhas (ah, a primavera...), caminhamos um pouco pelas ruas do centro e chagamos na praca dos reformadores, que eu tambem nao conhecia, que como voces podem imaginar eh uma homenagem aos protestantes, especialmente o Calvino (o segundo da esquerda para a direita), que converteu a maior parte da populacao por aquelas bandas e que organizou alguma resistencia militar ao assedio dos reinos catolicos da Borgonha. Na praca, aquela coisa bem europeia, um bando de gente lagarteando na grama, o que deixou a Daisy bastante tentada a deitr na grama e "fechar os olhinhos soh uns minutinhos". Saindo de lah fomos passear na beira do lago, ateh a hora de ir para Nyon.





Saturday, May 06, 2006

O resto

Nada contra esse post, soh pra deixar claro, embora o titulo pareca depreciativo. O problema eh que as fotos que sobraram sao simplesmente tudo o que acabou nao entrando em algum outro post. Pra comecar, a Igreja de Saint Sulpice. Que faz aquele estilo que eu falei antes que parece outra coisa que nao igreja, sabe? Eh nela que fica a tal linha que atravessa o chao e representa um dos meridianos do mundo. Tem no "Codigo Da Vinci", que se nao serve de literatura, serve pra passar o tempo e pra ressucitar esse tipo de informacao.


Fomos tambem no Pantheon, um predio de inspiracao classica (naaao, jura?) onde grandes Franceses estao enterrados. Perto do Pantheon tb demos uma olhadinha na Igreja de Sainte-Genevieve-du-Mont. Estes predios ficam noa alto de uma colina do Latin Quartier, o bairro berco da Sorbonne e que tem esse nome devido a profusao de latin que se ouvia por lah.


Tambem tem uma foto da praca da Ile de la Cite na frente da entrada da Sainte Chapelle. Alias, acabamos almocando nesse restaurante que aparece aoh na esquininha. Alem de uma foto do Hotel de Ville e de uma igraja cujo nome nao lembro (terrivel essa, neh?).


Por fim, vai uma foto da jovem orquestra de camara que encontramos no metro tocando em troca de alguns trocados. Ha um belo quinhao de gente tocando pelo metro de Paris. A maioria sem o menos talento, eh verdade, mas ha excecoes. A orquestra foi um exemplo. Os direitos autorais da foto foram pagos e deixados dentro da caixa do cello (eu teria usado uma de contrabaixo, embora talvez parecesse excesso de ambicao).


Ah, isso nao tem foto, mas deixa eu contar que eh engracado. No sabado, havia uma pequena manifestacao perto da ponte que dah acesso a Ile de la Cite. Era alguma manifestacao de solidariedade com as pessoas que tem fome na Palestina. Devia ter umas poucas dezenas de pessoas acompanhadas pelo olhar sonolento de outras dezenas de policiais do outro lado do rio. Na domingo, estavamos no metro quando ouvimos a "voz do metro" avisar que a estacao perto da Ile estava bloqueada por motivos de seguranca devido a "manifestacoes", assim vago, mesmo. Nos pensamos: Xiiiiiiiii... fedeu. O engracado eh que algum tempo depois nos passamos pelo foco da manifestacao, onde um cara, sim, UM cara, gritava e erguia um cartaz reinvindicando a libertacao de alguns imigrantes clandestinos. Nao sabemos ateh agora se a "manifestacao" era "o cara" ou nao. Achamos que devia ter um ajuntamento que nao vingou e soh ficou o mais entusiasmado, que, a bem da verdade, gritava alto pra caralho.