Friday, April 28, 2006

Primeiras Caminhadas por Paris

A monumentalidade de Paris, que eu jah falei em outro post, eh realmente impressionante. As vezes tem-se a impressao que pode-se olhar pra qualquer lugar que alguma coisa grandiosa vai surgir na tua frente. Tem-se a impressao que Paris toda foi concebida pra mostrar ao mundo a grandiosidade do estado frances (Luises, Republicas, Napoleoes, tanto faz). Talvez todas as grandes capitais do mundo tenham esse intuito, mas acho dificil que alguma consiga igualar essa sensacao que Paris transmite.

Nos desciamos do Metro pra caminhar na Champs-Elysee mais ou menos no mesmo lugar, perto do Grand Palais, que infelizmente estava passando por reformas na fachada e nao estava muito pitoresco. Em compensacao, logo ali pertinho jah se via o Petit Palais, que como vcs podem ve, de petit nao tem nada. Sim, e o Grand realmente eh bem maior! Na frente do Grand Palais, uma estatua em homenagem ao De Gaulle, e nos jardins do Petit-Palais, estatuas do Churchill e do Clemenceau, 1o ministro frances ao final da I grande guerra. Fiquei me perguntando se tb haviam estatuas dos outros lideres aliados, mas como nao percorremos todo o quarteirao vou ficar com essa duvida.




Na continuacao da rua que contrapoe o petit e o grand palais estah a ponte mais linda que vimos em Paris (Pont Alexandre III), que atravessa o Sena e termina nos Invalides.



Voltando e indo em direcao ao Louvre ainda passamos pela Place de la Concorde, que tem esse lindo nome, mas era onde ficava a guilhotina e onde desde 1800 e pedrinha tem o obelisco egipcio de luxor de mais de 3000 anos. Presente? Roubo? Foi ofertado sob algum tipo de constrangimento? Realmente nao sei. Alem do obelisco, tinha tb uma pracinha bem legal com umas fontes lindas, como nao podiam deixar de ser.

Continuando em direcao ao Louvre, que seria o nosso destino daquele dia pelo resto do dia (e nem sabiamos que teriamos aquela saida triunfal do museu...), passeamos pelos jardins de tuleries, que eu achei absolutamente broxante. Talvez num dia decente, ou mais no caminhar da primavera seja lindo, mas naquele dia nao era nada demais.

O que era demais estava um pouquinho mais a frente, e nao estou falando (ainda) do Louvre. Falo do Arco do Triunfo do Carrossel, que o Napoleao mandou constriur pra celebrar uma de suas glorias em batalhas. Pra mim, uma das melhores partes do Arco eh um detalhe em relevo mostrando o misericordioso e sabio Imperador Bonaparte em magnanima atitude frente aos vencidos. Acho que esse relevo devia ter assim, um titulo especial, tipo "O Placido Bonaparte". Tb eh evidente caminhando por Paris o quanto Napoleao era parecido com o clazinho dos Luises...


Gostinho de Paris

Como algumas fotos de Paris estao com a Daisy, mas eu tb nao quero deixar acumular muita coisa, vou colocar algumas das fotos agora, mesmo sabendo que Paris corre o serio risico de ficar dividida em posts esquizofrenicos, e obviamente nada cronologicos.

No fim, acabamos soh vendo a Torre Eiffel soh a noite, dos jardins do Trocadero. Claro, a ponta da Torre se ve de varios lugares de Paris, mas ela inteiriha assim, soh a noite. Claro que isso nao foi um problema. A Torre de noite eh linda, e o Trocadero um lugar realmente legal pra ficar soh de bobeira.


Em Paris eles tem varias dessas barraquinhas de crepe, que deve ser algo mais ou menos analogo aos nossos carrinhos de churros. Pra mim, Paris ficou com esse gostinho: crepe de nutella. Claro que alem do informal crepe de nutella, tambem decidimos ter tb um "gostinho chique" de Paris, e embora voces nao possam ver, na mochila estao estrategicamente acondicionados uma latinha de foie gras (desculpem-me os defensores dos animais) e uma garrafa de sauternes. O engracado, eh que no dia que a gente ia comer a classica combinacao eno-gatronomica, nos tinhamos caminhado tanto e chegado tao, mas tao podres no albergue que caimos na cama e ficou tudo pra quando a Daisy vier pra Suica, agora no feriado de 1 de maio. O crepe triunfara.


Se o gostinho de Paris acabou sendo o do crepe de nutella, o cheirinho de Paris tb eh marcante. Serio, sem implicancias. Em Bruxelas a galera eh normal. Aqui em Berna e em Genebra o pessoal eh asseadinho, mas Paris... puta que o pariu. O metro de Paris eh puro cheiro de asa, especialmente nos vagoes. Nas estacoes ou nao eh tao forte, porque a catinga se espraia pelo ar, ou eh pior pq daih fede a mijo. Bem diferente do cheirinho de chocolate e pao que Berna tem pela manha...

Ah sim. Eh meio kitsch. Nao, eh totalmente kitsch, mas a Torre, a noite, alem da iluminacao tradicional tem uma variante na qual um monte de luzinhas ficam piscando enlouquecidamente. Embora eu tenha achado meio bagaceiro (sou chato, eu sei), no geral acho que o pessoal gosta. Quando a gente tava lah e as luzinhas comecaram a piscar foi aquele "ooohhhh..." coletivo.

Mas mesmo com cheiro de asa, com luzinhas bagaceiras, Paris eh Paris. Realmente uma cidade linda, e, se eu tivesse que definir em uma palavra, monumental.

Thursday, April 20, 2006

Chiquerrimo!!!! Andamos de ambulancia em Paris!

Estavamos no Louvre. Vespera de Pascoa, museu atrolhado. Gente a fim de ver com atencao, gente a fim de correr ateh a Monalisa e correr embora de volta; uma fauna, enfim. Depois de uma fila enorme mas rapida, entramos no museu e resolvemos ir meio que historicamente pelas alas, entao passamos por Egito, Grecia, Roma, Oriente Medio, e pulamos pra Renascenca Italiana. Depois de comer uma coisa, resolvemos mudar de ala pra ver os quadros do Veermer.

Na escada rolante que dava acesso ao hall de entrada, estavamos descendo quando um homem, aparentemente indiano, ou paquistanes, ou sri-lanques (ou algo assim), carregando um carrinho de bebe (sem bebe) tropecou na maldita escada rolante. No Louvre, os carrinhos de bebe tem tipo uma bandeirola com um numero de identificacao. Pois a bandeirola veio pra tras e bateu na testa da Daisy e logo abaixo do olho no lado esquerdo (acho que esquerdo).

No breve tempo entre eu olhar pra tras pra ver se ela tava bem e olhar pra frente pra ver o que acontecera com o sujeito, o cara jah tava lah no meio do hall, caminhando nervosamente sem nem pedir desculpas, o fdp... Daih virei pra Daisy de novo e vi que tinha cortado nos dois lugares, mas que aparentemente nao tinha pego no olho (primeiro "ufa"). O corte embaixo do olho era bam superficial, mas quando vi que o da testa comecou a sangrar achei que ia ser uma sanguera interminavel. Em poucos segundos, veio uma funcionario da seguranca do louvre que nos levou ateh a enfermaria.

A 1a grande dificuldade foi explicar o que tinha acontecido, jah que, pasmem, o staff do louvre (putz, eh O Louvre) nao fala ingles. Deve ter sido engracadissimo a mistura de ingles rudimentar que era soh o que eles conseguiam entender, frances pior do que rudimentar mas que era soh o que eu consegui falar, e dramatizacoes pantomimicas que sao, enfim, universais que eu usei pra explicar o que tinha acontecido, mas como naquela hora nos ainda estavamos um pouco nervosos, nem consegui me dar conta disso.

O sangramento parou num instante (segundo "ufa") , e tive que pedir pra calmissima enfermeira, por duas vezes, um pouco de gelo, pra que a carinha da pobre Daisy nao comecasse a inchar. Nisso veio a chefe de seguranca, que falava um pouco mais de ingles, e mais uma outra, que arranhava um pouco de espanhol, o que facilitou substancialmente a comunicacao. Bom, primeiro elas perguntaram o que a gente achava de ir a um hospital. Daih a gente falou que como o sangramento jah estava controlado a gente achava que nao precisava, mas elas nao gostaram da resposta.

Antes, tenho que contar o curativo que fizeram na minha pobre esposa. Imaginem dois pequenos cortes (profundos, ok, mas pequenos), um na testa e um abaixo do olho da pessoa. Agora imaginem um curativo que era um quadradinho de uns 1,5cm x 1,5cm de gaze, mais (nao estou brincando) uns bons centimetros de esparadrabo pra todods os lados. Bom, a Daisyzinha tava com meia testa e toda uma bochecha brancas de esparadrapo. Um piteu.

Depois do pessoal do Louvre entar e sair da sala umas 6 vezes e falar muito em "responsabilite" (acho que eles tavam com medo que a gente processasse o museu), ela nos informou que iam chamar os bombeiros pra remover a Daisy de ambulancia pra um hospital, que esse era o procedimento correto e que os bombeiros jah estavam vindo. Dois minutos depois, chegaram os tres bombeiros que de novo perguntaram o que tinha acontecido (alias, acho que a gente expliocou umas 6-7 vezes o que tinha acontecido ao longo daquele dia - estavamos ficando bons na "mimica com palavras-chave", jah), que olharam o corte, mediram o pulso, e sentaram a constrangidissma Daisy na cadeira de rodas. Que fique registrado, a essa altura, eu estava louco, mas louco mesmo pra tirar uma foto da Daisy de mascara branca sentadinha na cadeira de rodas em pelo Louvre pre-feriado de pascoa, mas como os franceses pareciam realmente preocupados com a situacao, achei que estava arriscado a ser acusado de negligencia e acabar andando de camburao e nao ambulancia...

Saimos entao Louvre afora escoltados por 3 bombeiros, que desobstruiam passagens e nos revelavam elevadores secretos como se nos fossemos chefes de estado. Depois de ascender triunfalmente no elevador para cadeirantes dentro da piramide de vidro (um momento epico, eu diria), pudemos acompanhar com gaudio e nobreza a chegada de uma ambulancia por cima da calcada, com as pessoas abrindo caminho para que a Daisy recebesse os devidos cuidados medicos.

Senti sinceramente uma ponta de decepcao na cara dos paramedicos quando a gente entrou na ambulancia. No perguntaram o que tinha acontecido, e em 5 minutos estavamos falando de Paris, dos pontos turisticos, etc. Depois de 1 hora no hospital, onde de novo tivemos que explicar o que aconteceu mais um par de vezes, saimos pela porta a essa altura achando tudo muito divertido. Eu soh com a historia pra contar. A Daisy, alem da historia, tambem ganhou um cucuruto cicatrizante cor de bala soft de uva na testa, pq o medico nao quis dar ponto, com a expressa orientacao francesa de nao lavar por 5 dias, e ainda fohetos muito ilustrativos, em ingles (ufa) com orientacoes para pacientes que sofreram "head trauma"...

A foto eh de quando no quarto ela resolveu botar um band-aid pra bala soft nao ficar aparecendo. Mas pra esclarecer, ela nao saiu na rua com um band-aid do Pooh, fiquem tranquilos.

Grand Place

A Grand Place eh sem duvia o centro de Bruxelas. A torre do hotel de ville eh enorme. Eh realmente complicado conseguir fazer o maldito hotel entrar numa foto soh. Nao sei qual eh a altura da torre, mas foi muito mais dificil tirar foto do hotel do que da catedral, por exemplo.
O hotel, completamente ornamentado eh realmente lindo. Bem, na verdade, toda a Grand place eh linda, com seus Cafes, suas Chocolaterias. Todos os lados da praca sao encantadores, mas sem duvida o hotel rouba a cena.







O Xixiquinho



Na verdade, ele eh o Manneken Pis e por motivos desconhecidos acabou virando o simbolo de Bruxelas, mas a Daisy chama ele carinhosamente de Xixiquinho. Reza a lenda que o filho de algum general foi pego mijando na floresta no meio de uma batalha, o que foi interpretado como um ato de bravura incontestavel, mas eu nao sei, nao. O fato eh que todo mundo que vai a Bruxelas acaba indo ver o xixiquinho, e assim como em Paris o "souvenir-base"eh a torre eiffel, aqui soh dah ele.



Inclusive ele tem um guarda roupa com mais de nao sei quantas pecas e ateh chefes de governo costumam presentear os belgas com um traje tipico de seu pais para o piah.

Depois de ver o gurie caminhar mais, tambem fizemos outra "turistada"na cidade, fomos lah passar a mao na estatua do heroi morto. Deve ser outra coisa que ninguem sabe bem como comecou, mas as pessoas tb se acotovelam pra poder passar a mao na mao do heroi.



Aproveitamos pra ver outras pracinhas charmosas e... comer escargots da barraquinha da esquina! Claro que a Daisy nao quis. Mas eu encarei. Eles servem ensopado, sum copinho plastico e com um garfinho de madeira, muito legal. Realmente nao tem assim, muito gosto de nada... me lembrou um pouco carne de polvo, mas ateh que tava bom. Tambem aproveitamos pra tomar cafe na galeria que era a preferida de uma rainha lah, o que enche de o orgulho os lojistas ateh hoje.


Mais uma manha de chuva

Parece ser a regra de Bruxelas; de manha, chuva. Sempre. Jah no domingo, apesar de toda a nossa boa vontade em acordar cedo, de novo fomos sendo empapados sem piedade pela chuva antigravitacional de Bruxelas. Chegamos a dar uma caminhadinha; fomos rapidinho num parque que parece bem legal (quando nao esta chovendo), vimos o palacio do rei, mas desistimos. Acabamos entrendo no museu real de belas artes, o que nos pareceu a melhor opcao para fugir da chuva (e que alias foi uma otima opcao, mesmo).


O museu tem varias obras de arte flamenga, e tem muita coisa de arte medieval tambem. Como em "qualquer" museu de uma cidade turistica (ah o Louvre... aguardem), havia informacoes sobre os quadros em frances, flamon (as linguas locais) e ingles.

Quando saimos do museu, o tempo jah havia melhorado consideravelmnte. Resolvemos entao ir na Notre dame de Bruxelas, que embora nao seja uma igreja grande, parecia por forma ser muito interessante. Bom, a Daisy gosta mais da catedral de Saint Michel, mas eu confesso que a Notre Dame pra mim foi "a" igreja de Bruxelas. Os vitrais sao simplesmente o maximo (frase que voces verao se repetir nesse blog inumeras vezes).



Depois disso, resolvemos procurar algo pra almocar, algo entre os famosos Moulles (mexilhoes) que eles comem com fritas (?), e os modernos Pitas, que eh um enroladinho grego que parece um kebab ou um falafel. Claro que gregos e turcos jamais vai dizer que a culinaria deles eh parecida, mas que eh, ah eh.

As sim, perto do palacio real existe uma praca, a mont-du-art, que eh muito mais bonitinha do que aparece na foto. Em todo caso, a foto eh boa pra dar uma ideia da referncia que a Grand Place representa em Bruxelas. A torre do Hotel de Ville, o principal edificio da grand Place pode ser vista de quase toda a cidade.



E a foto do cavaleiro medieval eh soh porque eu achei legal, mesmo...

Bruxelas e a chuva antigravitacional

Depois de deixar Genebra sob a bencao da visao do Mont Blanc no que parecia ser mais um lindo dia de sol as margens do Leman, cheguei em Bruxelas com um tempo infernal. Quando desembarquei a Daisy estava me esperando, e depois de seis meses (calma, calma...) pudemos ficar juntinhos de novo, o que foi obviamente muito legal.

Soh um parentese, como a Belgica nao eh a Suica, aqui a gente tem que mostrar pro motorista que pagou a passagem (vimos uma guria que tentou dar um "migueh", mas o motora nao caiu).

Bom, apos algum tempo, um onibus um metro e tres quadras caminhando abaixo de uma chuva que vinha de todos os lados, chegamos na casa da Daisy. Bom, sabendo que apenas um grego mora no predio, e que o apartamento eh dele, nao eh dificil adivinhar qual eh o apartamento onde a Daisy mora (ok, a foto tah pequena, mas olhem com atencao)...




O que, tah dificil? Ah, voces nao viram "o casamento grego" entao, olhem o detalhe da 1a sacada de baixo para cima na esquerda do predio...


Sim! uma estatua grega. Isso sem falar do interior, cheio de anforas, e outros motivos gregos. Claro que por um lado eh legal, pq o cara sabe cultivar as suas raizes. O problema, que parece ser bem comum de algumas comunidades ou ateh regioes aqui na Europa, eh que isso acaba impedindo uma apreciacao mais global da diversidade que existe no mundo; Por exemplo, o Elef sonha em casar com uma boa moca grega e viver na Grecia, e todos os amigos dele em Bruxelas sao gregos! Claro que pode-se dizer que em parte os belgas nao querem se misturar com ele, ateh pode ser, mas eh tambem verdade que ele nao estah muito interessado em se misturar aos belgas.

Bom, depois de ficarmos empapados da maldita chuva matinal, fomos no super comprar alguma coisa pra fazer um sanduiche bem gostoso. Comparado a Suica, os precos na belgicas sao de chorar de tao baratos, o que pra supermercadofilos como eu representariam uma verdadeira tentacao. Quijos diferentes, terrines de salmao, foie gras, chocolate, vinhos (1 corredor SOH pra bordeaux tintos... preciso falar mais?).

De tarde, depois que a chuva passou, fomos dar uma caminhadinha no centro, na Grand Place (que vai ganhar um post a parte), e na Catedral de Saint Michel, que como nao podia deixar de ser eh linda. MAs eh interessante que como a maioria dos vitrais eh clara (nao sei isso eh moderno ou se jah era assim) a igreja eh bem mais clara por dentro do que parace por fora.


Saturday, April 08, 2006

Neve!!!!!!!!

Eu sei. Os pobres europeus nao aguentam mais. Afinal, parece que esse inverno que passou foi bastante rigoroso, e eh natural que eles estejam ansiosos pela primevera. Por isso, foi com um certo tom de desespero que a Tania, espanhola que mora no meu andar, me gritou da sala de TV enquanto eu fazia a minha janta/almoco das proximas 2 refeicoes: - No creo!!! Dicen en TV que va a nevar mañana! No creo, no es verdad...

Confesso que nao dei muita bola. Saih da Suica num sabado com sol; Segunda e terca haviam sido um pouco nublados, eh verdade, mas neve??? tah bom...

Na quarta de manha, acordei e o tempo estava horrivel. Fui pro trabalho sob uma chuva estranha e grossa, que mais batia que molhava, mas que obviamente nao era neve. Pelo menos ainda nao. Cheguei no trabaho, liguei o computador, fiquei arrumando banco de dados e quando olhei pela janela estava nevando!!! Neve mesmo!

Tentei ao maximo repartir minha solidariedade com todos aqueles que vinham se queixar da neve, do frio e do inverno, mas nao sei se fui convincente. Sei eh que com a expectativa de uma crianca eu torcia para que nevasse mais e mais forte pra deixar as ruas branquinhas... Neve na primavera jah era foda, querer que fosse forte o suficiente pra deixar a rua branca entao, realmente era pedir demais.

Quando fui com o Nicolas e com o Speedy (dois colegas de lab) comprar um sanduiche pra almocar porque eu tinha esquecido em casa o almoco que fizera um dia antes, foi muito divertido caminhar na Neve sem guarda-chuva nem nada, porque afinal nao adianta, os floquinhos vem flutando e te pegam pelos lados, sentindo cocegas no nariz cada vez que um floquinho caia aih. Mas a rua estava apenas molhada, como uma chuva qualquer.

Nevou o dia TODO. Quando eu sai do trabalho foi divertido tb, mas a neve jah se acumulava nas calcadas, meio que nojentamente derretida, e tive que caminhar como um pato pra nao levar um tombo. Naquela noite eu, a Tania e mais 3 amigas dela lah do predio fomos ver a apresentacao da Universidade do Tadej. O cara eh impressionante; Chopin, Mozart, Bach e Beethoven, a maioria das pecas com trechos bem de "virtuose", eu achei sensacional. Na saida, ainda sob neve paramos pra tomar uma cerveja num boteco.

No outro dia, as ruas ainda estavam brancas. E assim ficaram e mesmo que qiunta, sexta e hj tenha feito sol, hoje de manha quando fui correr no bosque ainda havia amontoadinhos de neve em algumas partes.



Soh posso dizer que realmente foi lindo, mas eh obvio que ter que aguentar aquilo por 3 meses eh de doer. Pra consolar meus amigos europeus soh posso dizer que quinta, na internet, li que o urso do zoologico de Moscou acordou de seu sono invernal. Parece que o urso nao erra nunca, que ele nao eh bobo. A primavera estah oficialmente anunciada.